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Até a Devoção a Divina Misericórdia já foi proibida

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O fato da Igreja desautorizar em certo tempo alguma aparição de Nossa Senhora, Jesus e/ou algum fenômeno sobrenatural ou nova devoção, não quer dizer que ela nunca será autorizada no futuro. Um exemplo disso é a Devoção a Divina Misericórdia.

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Tradução:
 Sagrada Congregação do Santo Ofício
Ata da Santíssima Congregação
Notificação
Faz-se notar que a Suprema Sagrada Congregação do Santo Ofício, tendo examinado as supostas visões e revelações da Irmã Faustina Kowalska, do Instituto Nossa Senhora da Piedade, falecida em 1938, na Cracóvia, resolveu da seguinte forma:
1 – dever-se proibir a difusão das imagens e dos escritos que apresentam a devoção da Divina Misericórdia “nas formas propostas pela mesma Irmã Faustina”;
2 – ser delegada à prudência dos Bispos o dever de remover as imagens acima referidas, que eventualmente tivessem já sido expostas ao culto.
Do Palácio do Santo Ofício, 6 de março de 1959.

pioxiiQuando esta devoção foi analisada por Pio XII, que não estava preocupado com as orações de devoção, mas com as circunstâncias das autoproclamadas aparições à Irmã Faustina e o conteúdo de tais aparições. Estava preocupado ele, com o que Nosso Senhor supostamente teria dito à Irma Faustina e o quanto disto foi à publico.

Então, Pio XII, colocou essa devoção, incluindo aparições e escritos da Irmã Faustina em Librorum Prohibitorum Index (Índice de Livros Proibidos). Esta lista não existe mais, uma vez que foi oficialmente abolida por Paulo VI em 14 de junho de 1966.(do site)

A devoção foi proibida também, por duas vezes, durante o pontificado de João XXIII (o mesmo que ‘perseguiu’ padre Pio), sendo condenada pelo Santo Oficio. A primeira condenação veio de uma reunião geral realizada em 19 de Novembro de 1958. A declaração do Santo Oficio apresenta três conclusões sobre esta devoção:

  1. Não há evidencia de origem sobrenatural destas revelações.
  1. Não se deve instituir a festa da Divina Misericórdia
  1. Esta proibido difundir imagens e escritos dedicados a propagar esta devoção segundo a forma escrita pela Irmã Faustina.

De que era acusada a Irmã Faustina ?

Consideraram que a Santa Irmã Faustina era desprovida de humildade de acordo com algumas revelações do Diário.

Eis algumas passagens que fizeram os inquisitores acreditar nisso:

Em 2 de outubro de 1936, por exemplo, afirma que o “Senhor Jesus” falou estas palavras a ela: “Agora sei que Me amas não pelas graças nem pelos dons, mas a Minha Vontade te é mais cara que a vida. Por isso uno-me contigo tão estreitamente como não o faço com nenhuma criatura.” (§707, p. 288).

Em abril de 1938, Irmã Faustina leu a canonização de Santo André Bobola e foi preenchida com lágrimas e anseios de que a sua congregação pudesse ter seu próprio santo. Em seguida, ela afirma o seguinte: “E o Senhor Jesus me disse: Não chores. Você é essa santa”. Então a luz divina inundou minha alma e foi-me dado conhecer quanto eu sofreria. Eu disse ao Senhor:”Como é que vai ser, pois me faláveis de uma outra congregação?” E respondeu-me o Senhor: - Não compete a ti saber como sucederá isso, mas ser fiel à Minha graça e fazer sempre o que estiver ao teu alcance e o que te permitir a obediência… (§1650, p. 583).

Então ela é desacreditada porque escreveu o que ouviu e o que ouviu se cumpriu?

O PAPA DA MISERICÓRDIA

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Os primeiros contatos de Karol Wojtyła com a mensagem da Misericórdia, comunicada por Jesus à Santa Faustina Kowalska, provavelmente aconteceram em sua juventude, no tempo dos seus estudos no seminário clandestino de Cracóvia (1942-1946).

Foi João Paulo II que, em 1967, como cardeal, concluiu o processo informativo para a causa de beatificação da Irmã Faustina.  Anos depois, eleito Papa, celebrou a beatificação (1993) e a canonização (2000) dessa religiosa.

 

Em 1978 a Santa Sé publicou:

CONGREGAÇÃO PARA A DOUTRINA DA FÉ

Notificação sobre a devoção à Divina Misericórdia*

 

De diversos lugares, especialmente da Polônia, inclusive de fontes autorizadas, têm-nos perguntado se as proibições contidas na “Notificação” da S. Congregação do S. Ofício, publicada em AAS, no ano 1959, 271, referentes à devoção à Divina Misericórdia na forma proposta por Ir. Faustina Kowalska, estão ainda em vigor.

Esta S. Congregação, tendo em vista os muitos documentos originais, desconhecidos em 1959; considerando que as circunstâncias variaram profundamente e contando com o parecer de muitos Ordinários poloneses, declara que as proibições contidas na citada “Notificação” não obrigam doravante.

Na Sede da S. Congregação, 15 de abril de 1978.

 

+ Franjo Card. Šeper,
Prefeito

+ Fr. Jérôme Hamer, O.P.,
Arcebispo Titular de Lora
Secretário

 

* AAS 70 (1978), 350.

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Em 15 de abril de 1978, o cardeal Karol Wojtyla pede a Santa Sé para retirar a proibição da devoção à Divina Misericórdia, deixando o caminho livre para a abertura da beatificação da Irmã Faustina e para a aprovação do Domingo da Divina Misericórdia.

Em 16 de outubro de 1978, Karol Wojtyla foi eleito Papa e publicou a encíclica Dives in Misericordia, que lançou as bases doutrinárias para o culto da Divina Misericórdia.
O segundo domingo da Páscoa assim passava a ser em toda a Igreja Católica Romana uma solenidade. O título de “Domingo da Divina Misericórdia” se sobressaiu e amplificou o significado do dia.
Em 05 de maio de 2000, a Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, emitiu um novo decreto, o documento Misericors et Miserator Dominus que instituiu em toda a Igreja o Segundo Domingo de Páscoa ou Domingo da Divina Misericórdia no primeiro domingo depois da Páscoa.
Na terceira edição do Missal Romano, promulgado em 2000, mas publicado apenas em 2002, o domingo se tornou oficialmente: “Segundo Domingo de Páscoa ou Divina Misericórdia”

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Uma boa explicação sobre a Festa da Misericórdia você encontra aqui:

 

O DOMINGO DA DIVINA MISERICÓRDIAHISTORIA, PROMESSAS, DOUTRINA E TEOLOGIAHISTORIAO domingo da Oitava de Páscoa, …

Posted by Sao Caetano de Thiene on Terça, 7 de abril de 2015

 

PAPA FRANCISCO E O JUBILEU DA MISERICÓRDIA

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Ano Santo Extraordinário – de 8 de dezembro até 20 de novembro de 2016

O Papa Francisco anunciou a celebração de um Jubileu da Misericórdia, um Ano Santo da Misericórdia, que começará em 8 de dezembro de 2015 e terminará em 20 de novembro de 2016, que começará com a abertura da Porta Santa da Basílica de São Pedro durante a solenidade da Imaculada Conceição.

CONCLUSÃO?

Oremos…

 

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